Entre
os diversos tipos de barreiras existentes, de
comunicação, discriminatórias, invisíveis,
etc, estão as arquitetônicas , e em algumas
situações estas barreiras podem ser
involuntárias , mas em outros casos , podem
surgir ou serem provocadas pelo descaso,
inobservância ou total desobediência às leis
vigentes. Não
raro, as principais barreiras arquitetônicas geradas
nos dias de hoje nos edifícios da iniciativa
privada, são provocadas pelo que chamamos
de especulação imobiliária, sempre com a anuência
de mecanismos de escape junto aos planos
diretores das prefeituras municipais ou mesmo
pela ausência dos mesmos.
As
principais barreiras arquitetônicas ambientais
,naturais ou resultantes de implantações
arquitetônicas e urbanísticas , impedem a
acessibilidade , quando o mais econômico era
combatê-las, evitando que esses projetos fossem
aprovados e construídos desta maneira, sem
obedecer a critérios ou exigências mínimas das
leis e normas.
Se
não fosse a dedicação de alguns , seria
desanimadora a velocidade com que umas poucas
barreiras são derrubadas , enquanto uma centena
delas é erguida, fruto de projetos
desenvolvidos com as dependências em suas
dimensões mínimas, visando atender
exclusivamente a uma demanda no mercado, e poucas
vezes desenvolvido para o bem estar dos
ocupantes.
As
barreiras involuntárias (chamamos assim
porque tradicionalmente representam um vício de
planejamento dos projetos), geralmente são
aquelas que podemos eliminar com mais facilidade
, porque só dependem da decisão e da capacidade
financeira do proprietário e entre elas estão
as áreas das residências e as dependências
internas dos apartamentos.
Nas
residências, pode-se modificar livremente as
áreas internas e externas, conforme a
necessidade, mas no caso dos apartamentos nem
todas as áreas privativas são internas ,como as
garagens ,os terraços e as sacadas por exemplo,
e nestes casos, para modificá-las, é preciso a
prévia autorização do condomínio.
Na
prática ,tudo isso significa: edifícios com
garagens em desnível ou no subsolo, sem acesso
por elevador, edificações com um único acesso
em desnível, pavimentos em desnível com um
único elevador, ausência de rampas de acesso ,
vagas de garagens ou de estacionamento
inadequadas ou com acesso inadequado ,banheiros,
cozinhas e corredores muito estreitos, e algumas
áreas de uso comum totalmente inacessíveis.
Em
edifícios públicos, a situação torna-se
ainda mais grave ,e além das possibilidades
acima, acrescentamos as barreiras mais
freqüentes e comuns, como banheiros sem qualquer
possibilidade de acessso ,sendo alguns com portas
internas muito estreitas ,e outros sem a mínima
privacidade, ou até mesmo a ausência de
banheiros para uso do público.
Nas
áreas publicas nos deparamos com as
travessias sem sinalização, com as guias de
meio-fios sem rebaixo, com as ruas, avenidas e
calçadas com pavimentação irregular, e até
com alguns casos sem a possibilidade de se
tornarem um caminho ,que possa um dia ser
utilizado como rota segura para acesso.
Estudos
e projetos modernos de engenharia e arquitetura ,
propõe encontrar e analisar as soluções mais
viáveis e econômicas, para eliminar as
possíveis barreiras, sobretudo oferecendo
opções e possibilidades reais para acessos, e
em muitos casos, a solução tem uma perfeita
relação entre custo e benefício.
Uma
solução bastante simples , mas de
fundamental importância, porque dela muitos se
beneficiam, que deve ser utilizada nos edifícios
e condomínios é regulagem periódica do exato
nível de parada , na chegada dos elevadores,
evitando-se aqueles desagradáveis degraus na
hora da saída.
Os
elevadores dos edifícios residenciais,
dotados de portas de abrir para fora com
mecanismos de fechamento automático, por vezes
se tornam grandes obstáculos ,devido à elevada
força necessária para a sua abertura,
principalmente na ação de puxar e neste caso
também, é preciso uma regulagem adequada .
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